"À véspera da guerra, o templo estima que o vitorioso é aquele que calcula mais. À véspera da guerra, o templo estima que o não vitorioso é aquele que calcula menos. Quem contabiliza mais vence, quem contabiliza menos não vence; que dirá daquele que não efetuar cálculos! Por essa observação, distinguimos o vencedor do derrotado."
(A Arte da Guerra, de Sunzi)

"Now the general who wins a battle makes many calculations in his temple ere the battle is fought. The general who loses a battle makes but few calculations beforehand. Thus do many calculations lead to victory, and few calculations to defeat: how much more no calculation at all! It is by attention to this point that I can foresee who is likely to win or lose."
(Sunzi's The Art of War)

"夫未战而庙算胜者,得算多也;未战而庙算不胜者,得算少也;多算胜,少算不胜,而况于无算乎?吾以此观之,胜负见矣。"
(孙子兵法)

Análises quantitativas nos ajudam a compreender o mundo, aumentando nossas chances de sucesso. Isso é observado desde a história antiga -- onde povos que aplicaram a geometria na agricultura prosperaram -- até a zoologia, onde animais como aves, roedores, cachorros e primatas já mostraram algum grau de competência numérica.

Análises quantitativas incluem gráficos, mapas e tabelas com números e outros valores.

Mapas nacionais

Mapas de cobertura vegetal de cada país, derivados do projeto GLC2000.

Dados nacionais

Cadastro de dados geográficos, socioeconômicos, socioambientais, etc, na forma de tabelas por país ou região geográfica.

Gráficos

Gráficos para entender a economia brasileira, entre outros.

SimNation

Enciclopédia geográfica com mapas e dados de todos os países, a partir de diversas fontes. Programa feito para Windows.

Comunidata

Comunidata lê uma tabela com dados de abundância para diferentes espécies em diferentes pontos, bem como dados ambientais para cada ponto. Em seguida, classifica as espécies de acordo com sua média ponderada ao longo do gradiente ambiental e mostra o gráfico. Programa feito para Windows.

Wikicount

Contagem de idiomas em que páginas da Wikipedia foram traduzidas, como forma de medir a popularidade de diferentes personalidades.

Mapas e cartogramas temáticos

Espécimes de mamíferos da Amazônia brasileira depositados em museus pelo mundo (trabalho publicado no livro "Pequenos Mamíferos Não-voadores da Amazônia Brasileira", editado pela Sociedade Brasileira de Mastozoologia). Pode parecer muito, mas com exceção de algumas localidades bem amostradas (como Belém e Manaus), a realidade dessa metade do Brasil é que conhecemos muito pouco da fauna que seguimos destruindo dia após dia. Dividindo os números do gráfico pelas centenas de espécies de mamíferos amazônicos, podemos ter uma ideia de como nosso conhecimento atual é limitado. Aí vem a pergunta: podemos conservar o que sequer conhecemos?

A diversidade linguística mundial está em rápido declínio. Além dos incontáveis idiomas já extintos pelo progresso de civilizações imperialistas, cerca de três mil idiomas (40,7% do total) se encontram ameaçados de extinção, segundo o Ethnologue (www.ethnologue.com).

O valor de um idioma pode não ser óbvio, mas cada idioma guarda uma riqueza de informações difícil de conceber. Sabemos que idiomas guardam informações sobre como sobreviver numa parte do mundo, informação lentamente formada, selecionada e acumulada, como bons vinhos, ou mais precisamente, como a diversidade genética, a diversidade filética, a diversidade fenotípica, comportamental, anatômica, etc. Biodiversidade. O ouro verde.

Isso do ponto de vista objetivo. Do ponto de vista subjetivo, a experiência de cada grupo, cada povo, cada etnia, está profundamente ligada à memória, geralmente pelo idioma. É chamado "valor humano", por mais que se insista nesse estranho hábito de dar diferentes valores para humanos diferentes. Pois no fundo "é tudo parente", dizem ao menos alguns ameríndios.

Alguns países de destaque, com a porcentagem de idiomas ameaçados ("com problemas" ou "morrendo") e o número total de idiomas vivos: Papua Nova Guiné (19,5% ameaçados num total de 841 idiomas vivos), Indonésia (49,2% de 707), Nigéria (14,3% de 519), Índia (15,4% de 448), China (52,8% de 299), México (42,9% de 287), Estados Unidos (92,7% de 219), Brasil (70,6% de 218), Austrália (81,6% de 206) e Malásia (82,1% de 134).

No Censo IBGE de 2010, cerca de 161 milhões de habitantes (84,36%) foram considerados de área urbana, e apenas 30 milhões (15,64%) de área rural. Segundo o mesmo censo, 25% dos municípios brasileiros têm até 5.228 habitantes, e 50% têm até 10.934 habitantes. Sociologicamente, deveriam ser considerados zonas rurais, e não urbanas. "Esta classificação induz a uma leitura em que a sociedade rural é tão pequena que seria irrelevante o direcionamento de políticas voltadas a ela." Para José Eli da Veiga, municípios com menos de 50 mil habitantes e densidade menor que 80 hab/km2 devem ser considerados "essencialmente rurais", o que somava cerca de 28,3% da população em 2010. Se considerarmos ainda os municípios "intermediários" (entre rurais e urbanos), essa soma ultrapassa os 40,8%. Isso indica a urgência de uma Reforma Agrária, principalmente quando consideramos que o Brasil é campeão mundial de biodiversidade, e que o modelo rural do agronegócio é incompatível com a sua conservação. Dois livros de Veiga tratam do assunto: (2001) O Brasil rural precisa de uma estratégia de desenvolvimento e (2002) Cidades Imaginárias: o Brasil é menos urbano do que se calcula.

Em 2015, a Agência Nacional de Mineração catalogou 399 barragens de rejeito, 177 das quais aparecem nesta imagem (entre 18,8 e 20,8 graus Sul e 42,8 e 44,8 Oeste). Essas 177 barragens são divididas segundo o dano potencial em: 41 baixo, 47 médio, 89 alto (levando em conta o volume do reservatório, a população a jusante e os impactos ambientais e socioeconômicos). Segundo o risco: 170 baixo, 2 médio, 5 alto (levando em conta características técnicas, estado de conservação e plano de segurança). Vamos lembrar que as barragens que se romperam, tanto em Mariana quanto em Brumadinho, haviam sido classificadas como de "baixo risco" e "alto dano potencial", assim como praticamente metade (48,6%) das barragens mostradas aqui, e 40,9% das documentadas em todo o Brasil.

Projeção Quincuncial de Peirce (animação).

"Quincuncial" vem do latim "quincunx", que significa um arranjo de cinco objetos em um quadrado ou retângulo, um em cada quina e outro no meio. Aqui o Hemisfério Norte ocupa o centro delimitado pela linha do Equador (o losango vermelho), e o Hemisfério Sul é dividido em quatro triângulos que completam a imagem (a Antártica aparece nos quatro cantos da imagem). As linhas amarelas representam o Trópico de Câncer (círculo no centro) e o Trópico de Capricórnio (quatro semicírculos nos cantos).

A maior vantagem desta projeção é ser conformal em sua maior parte, ou seja, há pouca distorção na forma e no tamanho de países e continentes. A maior distorção aparece nos vértices do Equador, causando uma leve deformação no oeste da África, no sul da Índia e nas ilhas a leste da Indonésia. Ainda assim, ao compararmos a Groenlândia com a África, vemos como a amplamente usada projeção de Mercator é ridícula.

Mapas eleitorais

No mapa da esquerda, a porcentagem dos votos em cada município foi considerada apenas entre os dois partidos nacionalmente mais votados, PT e PSDB. Fica parecendo que o país estava dividido, o que não representa exatamente o que aconteceu.

No mapa da direita, a média ponderada entre todos os partidos cujo índice ideológico foi apresentado no artigo de Maciel, Alarcon e Gimenes, 2017 (Partidos políticos e espectro ideológico: parlamentares, especialistas, esquerda e direita no Brasil). O índice usado aqui foi a média entre os índices normalizados (corrigidos para o intervalo [-1,1], sendo -1=esquerda e +1=direita) de Wiesehomeier e Benoit (2007) e ABCP (2010), apresentados na tabela 1 do artigo. Nem todos os partidos com candidatos nas eleições de 2014 aparecem nessa tabela.

Dois fatores explicam a falta de azul no mapa da direita: 1) Dos partidos que concorreram às eleições presidenciais, os de esquerda (PSOL, PT, PSB e PV) se assumem mais à esquerda (média de -0,45), enquanto os de direita (PSC e PSDB) se assumem menos à direita (média de 0,36, o que é ainda mais evidente na tabela 2 do artigo). Ficaram fora da análise: PCB (esquerda), PCO (esquerda), PRTB (apoiou Dilma em 2014 e Bolsonaro em 2018), PSDC (?) e PSTU (esquerda). 2) A maior quantidade de partidos de esquerda pulverizou os votos progressistas, permitindo ao PSDB vencer em vários municípios, ainda que a média dos votos por ideologia seja próxima do centro (branco no mapa). Uma lição (óbvia) para a esquerda brasileira: a união faz a força!

Espectro ideológico dos partidos políticos brasileiros a partir de 12 análises reunidas de 4 fontes: http://dx.doi.org/10.5380/recp.v8i3.54834 (Wiesehomeier e Benoit 2007; ABCP 2010; Pesquisa Legislativa Brasileira 2013), http://dx.doi.org/10.1590/S0104-44782013000100011 (Coppedge 1997; Fernandes 1995; Mainwaring, Power e Meneguello 2000; Rodrigues 2002; Power 2000; Tabela 5), https://www.bbc.com/portuguese/brasil-41058120 (Medidas liberais na economia; Medidas conservadoras nos costumes), http://radames.manosso.nom.br/palavras/politica/qual-e-a-ideologia-de-cada-partido-brasileiro/

Cada uma das 12 análises foi convertida num "índice ideológico" entre -1 e 1, onde -1 corresponde ao(s) partido(s) mais à esquerda naquela análise, e 1 ao(s) partido(s) mais à direita. Calculamos então a média de todos os índices disponíveis para cada partido. Apenas o partido PMB não foi avaliado em nenhuma análise, recebendo o valor zero. O mapa mostra a média dos índices ideológicos dos votos em cada município brasileiro. É notável a dominância da direita no Poder Legislativo, enquanto o Poder Executivo apresenta uma participação maior da esquerda. Isso talvez se deva ao fato do povo brasileiro ainda não saber bem para que serve o Legislativo. Como mudar essa situação?

Distribuição dos votos para deputado estadual no primeiro turno das eleições 2018, para cada partido mais brancos e nulos.

Os partidos menos votados, PCO com 2.472 votos e PSTU com 51.920 votos, foram excluídos por falta de espaço. Foi utilizada a raiz quadrada da proporção de votos em cada município, para aumentar a visibilidade dos partidos. Assim, 1% dos votos vira 10% (√0,01 = 0,1), 5% vira 22,4% (√0,05 = 0,224), 10% vira 31,6% (√0,1 = 0,316).

Distribuição dos votos para deputado federal no primeiro turno das eleições 2018, para cada partido mais brancos e nulos.

Os partidos menos votados, PCO com 2.785 votos e PSTU com 41.304 votos, foram excluídos por falta de espaço. Foi utilizada a raiz quadrada da proporção de votos em cada município, para aumentar a visibilidade dos partidos. Assim, 1% dos votos vira 10% (√0,01 = 0,1), 5% vira 22,4% (√0,05 = 0,224), 10% vira 31,6% (√0,1 = 0,316).

Distribuição dos votos para senador no primeiro turno das eleições 2018, para cada partido mais brancos e nulos.

Os partidos menos votados, PCO com 38.691 votos e PMB com 51.027 votos, foram excluídos por falta de espaço. Foi utilizada a raiz quadrada da proporção de votos em cada município, para aumentar a visibilidade dos partidos. Assim, 1% dos votos vira 10% (√0,01 = 0,1), 5% vira 22,4% (√0,05 = 0,224), 10% vira 31,6% (√0,1 = 0,316).

Distribuição dos votos para governador no primeiro turno das eleições 2018, para cada partido mais brancos e nulos.

Foi utilizada a raiz quadrada da proporção de votos em cada município, para aumentar a visibilidade dos partidos menos votados. Assim, 1% dos votos vira 10% (√0,01 = 0,1), 5% vira 22,4% (√0,05 = 0,224), 10% vira 31,6% (√0,1 = 0,316).

Distribuição dos votos para presidente no primeiro turno das eleições 2018, para cada partido mais brancos e nulos.

Foi utilizada a raiz quadrada da proporção de votos em cada município, para aumentar a visibilidade dos partidos menos votados. Assim, 1% dos votos vira 10% (√0,01 = 0,1), 5% vira 22,4% (√0,05 = 0,224), 10% vira 31,6% (√0,1 = 0,316).

Votos válidos para presidente no 2º turno das eleições 2018, por local de votação em Manaus e entorno imediato. Estão visíveis do Rio Tarumã a oeste até o Lago do Aleixo a leste, do Rio Negro a sul até a BR-174 e AM-010 a norte. Quanto mais azul, mais votos para Bolsonaro; quanto mais vermelho, mais votos para Haddad; branco representa empate. O bloco mais azul sobre o Rio Negro, perto do Porto da CEASA, representa a Vila Militar da Marinha.

Votos válidos para presidente no 2º turno das eleições 2018, por local de votação em Manaus e municípios próximos. Quanto mais azul, mais votos para Bolsonaro; quanto mais vermelho, mais votos para Haddad; branco representa empate. Manaus é uma ilha azul num oceano vermelho. Se poucos brasileiros conhecem Manaus, um número ainda menor conhece seu entorno, onde o PT claramente trouxe benefícios às populações locais (mas não passou no Globo Repórter).

Votos válidos para presidente no 2º turno das eleições 2018, por local de votação em Belo Horizonte (linha tracejada) e entorno imediato. Quanto mais azul, mais votos para Bolsonaro; quanto mais vermelho, mais votos para Haddad; branco representa empate. Quando eu era criança eu achava que pessoas ricas eram esclarecidas. Até que um dia eu vi uma pilha de revistas Veja na casa de um juiz.

Votos válidos para presidente no 2º turno das eleições 2018, por local de votação em Belo Horizonte e cidades vizinhas. Quanto mais azul, mais votos para Bolsonaro; quanto mais vermelho, mais votos para Haddad; branco representa empate. A região com forte azul na divisa com Nova Lima representa as adjacências do BH Shopping. O forte vermelho em Ribeirão das Neves teve apenas 18 votos válidos, 16 para Haddad. O azul mais forte na região da Pampulha representa o bairro São Luiz, entre a UFMG e a Lagoa da Pampulha. Visitando esses bairros entendemos porque dizem que "o PT destruiu a minha vida"...

Votos válidos para presidente no 2º turno das eleições 2018, por local de votação na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Quanto mais azul, mais votos para Bolsonaro; quanto mais vermelho, mais votos para Haddad; branco representa empate. O forte azul no sul de Nova Lima representa a Lagoa dos Ingleses. O azul mais forte em Lagoa Santa representa a região ao redor da Lagoa. Pelo visto, aeroportos ficarem parecidos com rodoviárias foi um baque e tanto para algumas pessoas...

Raça e Renda

Não existe racismo no Brasil? – Belo Horizonte/MG

350 anos de escravidão concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a "meritocracia" mantêm essas riquezas – econômica e cultural – ainda nas mãos dos brancos.

O Censo IBGE 2010 traz dados de renda e raça dos moradores por setor censitário. Cada setor censitário envolve um ou mais quarteirões nas regiões urbanas, e uma área bem maior nas regiões rurais.

A linha grossa nos mapas marca os limites da capital. Fora dela, as linhas finas marcam limites municipais; dentro dela, as divisões entre os bairros. Os setores censitários aparecem como manchas de cor uniforme. Comparando os mapas, vemos áreas de maior renda dominadas por moradores brancos ("zona sul" e Pampulha, e parte do município de Nova Lima, contíguo à zona sul).

Os gráficos mostram em azul a nuvem de pontos que representam os setores censitários do estado. Muitos pontos tornam a nuvem mais escura: a maioria dos setores mineiros tem entre 20% e 30% de pessoas brancas, e renda média abaixo de mil reais (dois salários mínimos, à época). A linha vermelha representa a regressão linear entre raça e renda, ou seja, a linha que passa mais perto de todos os pontos, indicando a variação média da renda em função da raça. Os números à direita indicam a renda média estimada nos setores onde não há moradores brancos (R$ 530), e onde todos os moradores são brancos (R$ 2.305). A diferença entre esses valores diz muito sobre a desigualdade racial.

Nos gráficos agrupados, a análise foi separada para a capital (acima à esquerda) e demais municípios (acima à direita), e áreas urbanas (abaixo à esquerda) e rurais (abaixo à direita). Vemos que a desigualdade racial é bem mais acentuada na capital que fora dela, e mais acentuada nas áreas urbanas que nas áreas rurais.

Não existe racismo no Brasil? – São Paulo/SP

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos. Nas palavras de @jesse_souza1960 (Jessé Souza. A Tolice da Inteligência Brasileira. São Paulo: Leya, 2015, p. 87), "São os capitais impessoais, como o capital cultural e sua apropriação por meio de privilégios injustos que se eternizam no tempo, que condenam à desclassificação social e à miséria tantos brasileiros que se tornam obrigados a vender a força de trabalho por preço pífio. A classe média verdadeira se apropria de capital cultural valorizado ao 'comprar' o tempo de estudo dos filhos que podem, ao contrário das classes populares, se dedicar apenas ao estudo. Esse tempo precioso, por sua vez, é literalmente 'roubado' dos nossos excluídos, que faxinam, fazem a comida e cuidam das casas de classe média, poupando-lhe tempo precioso que pode ser reinvestido a fim de reproduzir de modo ainda mais profundo seus privilégios de nascimento."

Para informações técnicas sobre os mapas e gráficos acima, ver a primeira postagem da série.

Não existe racismo no Brasil? – Rio de Janeiro/RJ

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

Para informações técnicas sobre os mapas e gráficos acima, ver a primeira postagem da série.

Não existe racismo no Brasil? – Vitória/ES

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Brasília/DF

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Goiânia/GO

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Cuiabá/MT

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Campo Grande/MS

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Salvador/BA

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Aracaju/SE

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Maceió/AL

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Recife/PE

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – João Pessoa/PB

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Natal/RN

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

Para informações técnicas sobre os mapas e gráficos acima, ver a primeira postagem da série.

Não existe racismo no Brasil? – Fortaleza/CE

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Teresina/PI

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – São Luís/MA

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Belém/PA

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Manaus/AM

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Boa Vista/RR

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Porto Velho/RO

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Macapá/AP

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Rio Branco/AC

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Palmas/TO

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Curitiba/PR

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Florianópolis/SC

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

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Não existe racismo no Brasil? – Porto Alegre/RS

350 anos de escravidão no Brasil concentraram riquezas apenas nas mãos dos brancos. 130 anos depois, o sistema de heranças e a lógica "meritocrática" mantêm essas riquezas – econômicas e culturais – em larga medida ainda nas mãos dos brancos.

Para informações técnicas sobre os mapas e gráficos acima, ver a primeira postagem da série.